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sábado, 11 de maio de 2013

Capítulo do Livro Rios de Memórias da Professora Ana Angélica Matos Rocha intitulado Dona Sinhá - a sua mãe -  especial para este domingo, 12 de maio de 2013 Dia das Mães!



Dona Sinhá
Eu quero a memória acesa depois da angústia apagada.
Cecília Meireles

 Dona Sinhá, assim era conhecida por todos na cidade apesar de seu nome verdadeiro, doce, e suave, que traduzia a leveza da sua alma: Isabel. A mais velha das quatro filhas de meu avô. Uma mulher forte, de fibra. Casou-se com meu pai aos vinte e dois anos, um casamento arranjado entre primos. Viveram sessenta e um anos, de uma vida conjugal que não foi, talvez, a mais romântica, mas, creio que se amavam apesar das diferenças individuais.
 Meu pai, um homem rústico, pouco afeito a dengos, minha mãe, uma mulher que só vivia para o lar, saía apenas para ir à igreja ou quando estava lavando roupa no Rio Gongogi, ou no Rio Preto. Criou nove filhos. Amava-os incondicionalmente, eram como joias preciosas em suas mãos, ou pintinhos debaixo das suas asas.
 Nunca entendeu e não se conformava com as peças que a vida muito cedo lhe pregou: perdeu, ainda crianças, dois de seus filhos, uma menina e um menino. Assistiria outros dois, já adultos, partirem prematuramente.
Dona Isabel não tinha escolaridade, desenhava, com dificuldade o seu nome, quando era preciso assinar algum documento público ou cumprir, através do voto, seu papel de cidadã. Aprendera a ler na fase adulta estudando a Bíblia, sua fonte de doutrina e fé, de onde tirava  ensinamentos para sua vida.
Falava de Jesus e compartilhava, com todos que chegavam lá em casa, do que Ele significava na sua vida. Dava exemplos de como viver conforme os preceitos do Evangelho, citava versículos, lia passagens bíblicas. Sabia “de carreirinha” onde estava, na Bíblia, quase tudo do que, naquele momento especificamente, ela iria precisar. Tinha uma palavra de fé para cada um.Uma vez por mês, o pastor ministrava um culto lá em casa, almejava que todos os seus filhos estivessem ali e comungassem com ela a mesma fé. Sonhara, por toda a vida, ver seu marido, aos domingos, acompanhando-a  à igreja. Nunca conseguiu. Porém, testemunhou a sua conversão ao Deus Supremo, já no fim da sua jornada aqui na terra. Ficou feliz, glorificou  o nome do Senhor.
E, a cada dia, procurava viver conforme os ensinamentos de Jesus, como uma verdadeira cristã: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. Fundadora da 1ª Igreja Batista da cidade, aí congregou por mais de sessenta anos.
Esposa sempre dedicada ao marido, mesmo nos momentos em que esse não correspondia às suas expectativas, quando chegava em casa zangado ou até  muito agressivo explodindo com quem achasse pela frente.
Em casa, tinha a companhia silenciosa, mas muito amorosa do seu bichinho de estimação – o Lourinho, como era chamado o papagaio que recebera da irmã que foi morar em Recife, em um mil novecentos e sessenta e quatro. Amava-o, como a um membro da família. Conversava com ele, que respondia com arrufos de alegria chamando-a Sinhá, Sinhá... Nunca mais o deixaria. Apesar da ausência saudosa da sua protetora, ele sobrevive tristonho até hoje.
Ainda menina, eu presenciava, sem condições de nada fazer, minha mãe sofrer dilaceradamente. Os seus três filhos mais velhos partiram em busca de trabalho no Sul do país. Um a um era pranteado diariamente, numa época em que não havia as facilidades tecnológicas de hoje, nem ao menos um telefone.
Logo mais, minha irmã mais velha se casa, ficam com meus pais eu e dois irmãos mais moços.  Um desses, parte mais tarde em busca de estudo e trabalho. De resto, eu e meu irmão caçula,  como seus ajudadores. E eu, como sua cuidadora.
A princípio, minha irmã continuou morando na nossa cidade, o que nos consolava, poderíamos vê-la sempre. Minha mãe tinha um cuidado especial com ela. Quando o marido viajava, ou eu ou um dos meus irmãos mais novos teria que ir dormir em sua casa. Ninguém questionava, era uma ordem, apesar de não gostar muito de deixar a minha cama.
Quando minha irmã engravidava, cuidados redobrados. Nos dias que antecediam a data provável do parto, não tinha quem fizesse ela arredar pé da casa da filha, e me levava junto, caso precisasse de alguma coisa. Lembro uma noite em  que seu marido viajara, e tive que  “dormir” sentada na porta do quarto onde as duas estavam. Eu chorava e pedia compaixão, que me deixassem entrar, e nada. O importante, naquele momento, era o bem-estar da minha irmã. Na verdade, falecera alguém na cidade, e eu estava com  medo de dormir sozinha. As duas alegaram que não me cabia onde elas dormiam, voltasse então para meu quarto. É claro, não dormi. No outro dia, meu coração estava sofrido, repleto de raiva, a vontade era desaparecer, se isso fosse suficiente para tirar, de dentro de mim, aquele sentimento de rejeição. Não fiz nada disso. Estava com muito sono e precisava, com urgência, de uma cama. Hoje, resta a lembrança de um momento  bastante desagradável,  sem qualquer ponta de mágoa.
 Quando minha irmã entrou em trabalho de parto da segunda filha, sobrou para mim, aos dez anos de idade, às quatro horas da manhã, ter que buscar a parteira. Fazia um frio de quebrar os ossos - o mês de maio sempre foi muito frio. E, sem um agasalho mais apropriado, saí a galope pela madrugada, atravessando a cidade enrolada em um lençol, da cabeça aos pés. Parecia mais uma alma penada nas ruas nebulosas e sombrias da cidade. Meu corpo se arrepiava e sentia calafrios. Medo ou frio? Provavelmente os dois.
Nascida a menina e, já no outro dia, eu teria o trabalho de lavar-lhe as fraldas. Isso todos os dias. Quando recusava realizar a tarefa, apanhava ou, no mínimo, ficava de castigo sem poder ir ao encontro de minhas primas. Para mim, um castigo e tanto! Não tinha em casa irmã que brincasse comigo. Alguma prima cobria a falta. Moravam próximas umas das outras. Apanhei várias vezes por não cumprir uma obrigação a fim de ir brincar com elas.
 Mais tarde, essa irmã, acompanhando o marido, muda para Minas Gerais – Nanuque. E, depois, para o extremo sul da Bahia, precisamente, Alcobaça. Fica comigo a responsabilidade de, como a única filha mulher presente, tomar conta de minha mãe. Tudo era comigo. Mensalmente, em um dia exato escolhido por ela,  tinha  de escrever três cartas, uma para cada um dos filhos que moravam no Sul e Sudeste do país. Sentávamos à mesa, e ela ia ditando o que iria dizer: pedia cuidado com os perigos da cidade grande, falava da saudade que sentia, mandava lembranças de todos os familiares, incluía fotos e, ao final, implorava que respondessem a carta assim que a recebessem.
Ao ditar a carta, chorava, lamentava a falta dos filhos, como se já os tivesse perdido para sempre. Muitas das vezes, eu chorava com ela. O seu sofrimento me deixava com muito ódio dos meus irmãos que, de longe, não viam o que se passava. Angustiava-me vê-la à  espera  de uma carta  deles, que demorava meses ou até mesmo anos. Quando chegava, eu tinha que ler pelo menos três vezes e por vários dias. Ao arrumar os seus pertences, após ter nos deixado aos noventa e quatro anos de idade, encontro esta enviada por meu irmão, de 1958. Estava eu com doze anos de idade. 


Após receber essa correspondência, nós o vimos por umas duas vezes. Decorridos oito anos, ele morre,  aos trinta e três anos de idade, em circunstâncias trágicas. Caíra do oitavo andar de um prédio no centro de São Paulo - o apartamento onde morava, havia pegado fogo.
A causa real, nunca se soube. Sobre o episódio, só tivemos notícias alguns dias depois. Um primo distante, que não víamos há anos, leu, nas páginas policiais de um jornal de São Paulo, uma nota sobre um corpo que caíra de um prédio no centro da cidade. O nome que aparecia no jornal era de Xenaldo Matos Rocha, meu irmão. O mesmo primo, após a identificação do corpo,  assumiu o sepultamento e nos comunicou o que ocorrera através de carta.
Na época, eu ensinava Educação Física no Ginásio de Iguaí. Em um exato dia, antes de receber a triste notícia da morte de meu irmão, acordara às cinco horas da manhã, para me encontrar com os alunos, onde íamos ter uma atividade. Não me lembro do assunto, mas era algo ligado à alvorada, ensaio de desfile ou coisa parecida. Logo ao acordar, de passagem pela a cozinha, para ir ao banheiro, que ficava fora do corpo da casa, me deparo com minha mãe chorando sem consolo. Assustada, pergunto o que havia acontecido e, aos prantos, ouço o que jamais esqueci:
- Minha filha, acordei sem um pedaço de mim. Arrancaram um pedaço do meu coração. Está doendo muito.
 Abraçamo-nos, chorei com ela até acalmá-la enquanto buscava ajuda. Após alguns dias, recebemos a notícia da data e hora exata da morte de meu irmão. Eram as mesmas daquele momento em que encontrei minha mãe chorando na cozinha.
Foi muito forte e muito difícil de acreditar no que estava assistindo. Minha mãe, no seu amor extremo, sentira prematuramente as dores da perda de seu filho. Eu sofria duas vezes: pela perda do meu irmão e por minha mãe. Por muito tempo, permaneci  anestesiada, assustada, sem ação, querendo  ajudá-la e sem saber como. Cobria-a com  todo  zelo, mas os problemas  estavam apenas começando.
Janeiro de um mil novecentos e sessenta e seis, mês em que meu irmão morrera. Minha mãe parecia um trapo humano. Eu, fortemente fragilizada, fazia tudo para não a deixar sucumbir. Teríamos de ir para Nanuque. Minha irmã estava esperando, para o mês de fevereiro, o nascimento do seu quinto filho. Sabia que a viagem representava um dos maiores desafios que iríamos enfrentar. Minha mãe enjoava bastante em viagens terrestres, e essa duraria, mais ou menos, uns quatro dias. Não havia ônibus direto para a cidade. Em algum trecho, teríamos que pegar um trem. Mas, o amor de mãe falou mais alto, e ela não pensou duas vezes.
 Preparamos tudo e pegamos a estrada. No caminho, o sofrimento foi duas vezes maior. Minha mãe, com a alma despedaçada e, ainda, aguentando firme o enjoo. Foram quatro dias sem comer, sem beber. Tomava água aos golinhos provocada por mim. Através da janela, olhando a paisagem, eu  divisava, no horizonte, um amanhã nebuloso e a incerteza se chegaríamos ao nosso destino. O ritmo cadenciado do trem fazia  lembrar que a realidade era aquela, nua e crua. Tínhamos de ser fortes. Porém, confesso que tive muito medo de minha mãe sucumbir à viagem.
 Chegamos! Não sei como, mas chegamos. Minha mãe logo me recomendou que não contasse nada sobre o que acontecera ao nosso irmão. A notícia poderia comprometer o parto.  Padecendo a dor da perda do filho, não tinha o direito de deixar transparecer um semblante triste, choroso. O bem-estar de sua filha, naquele momento, estava acima do seu próprio sofrimento. Que amor incondicional! Que coração é esse para aguentar, ao mesmo tempo. a alegria de estar com a filha e o sofrimento de perder um filho. Como explicar tal dialética?
 Na primeira quinzena de fevereiro, em uma tarde de domingo, chega à casa de minha irmã uma nossa conhecida que  viera fazer uma visita de pêsames à família. Logo na entrada, descarrega, desastradamente, estendendo a mão à minha mãe:
- Meus pêsames!
 Minha irmã fica paralisada, minha mãe treme como vara verde e eu, naquele fogo cruzado, tive de contar a história tentando não me emocionar para não piorar as coisas. Poucos dias depois, como num filme, lá estava eu novamente, numa cidade distante, agora não mais embrulhada num lençol, mas enrolada, às voltas, sem saber ao certo como achar o caminho do hospital para chamar o médico que iria fazer o parto em casa.  Logo ao chegar, ele pediu-me que entrasse no quarto para ajudar-lhe. Nos meus vinte anos, com a coragem de uma leoa e a fragilidade de quem não sabia nada de nada sobre o parto, recebi, nos meus braços, uma menina linda, enquanto o médico cortava o cordão umbilical. Concluiu o seu trabalho e foi embora.  Fiquei com a criança limpando-a e arrumando-a. Só depois, a entreguei à mãe para amamentar.
A menina linda que peguei em meus braços, hoje, compartilha o seu amor e toda a sua dedicação à sua mãe, como um dia eu fiz com a minha. Que seja, para sempre, abençoada.
 Depois dessa bendita maratona, decidimos que não havia mais condições de minha mãe viajar para tão longe por via terrestre. As próximas viagens para Alcobaça, onde minha irmã passou a morar, aconteceriam de outra forma. Iríamos de carro até Ilhéus onde ela pegaria o avião para Caravelas onde estaria meu cunhado, esposo de minha irmã, à sua espera.
 Recordo-me, com carinho, do meu cunhado. Gostava de mim, como de uma filha. Presenteou-me com uma penteadeira recomendando que era um brinquedo de boneca. Quando recebi o móvel, fiquei estatelada. Enfeitou o meu quarto enquanto morei em Iguaí e até hoje faz parte das minhas relíquias, na casa da minha cidade.  Sempre nas idas a Alcobaça, procurava nos agradar com comidas exóticas que mandava preparar na beira da praia, ou outros quitutes que, para nós, eram novidade. Meu cunhado não está mais entre nós, para ele, a minha gratidão e saudade eternas.
Nos momentos de férias em Alcobaça gozava do convívio de minha irmã, de minhas sobrinhas e sobrinhos. A sobrinha mais velha, a que me deu o trabalho de ir buscar a parteira às quatro horas da manhã, já me acompanhava nas paqueras aos garotos que vinham de toda parte do Brasil veranearem na cidade, principalmente da Bahia e de Minas Gerais.
Uma outra sobrinha mais nova, à época, com aproximadamente cinco anos de idade, era meu chamego. No deslumbramento de uma infância em contato permanente com a natureza, (minha irmã morava em um sítio à beira de um caudaloso rio, o Itaitinga), brincávamos de bambolê, tomávamos banho no rio e, ao colocá-la para adormecer, pedia-me para cantar ‘Um dia gatinha manhosa eu prendo você no meu coração...”, música de Erasmo Carlos, de muito sucesso na época. Nas cartinhas que me escrevia  no início do seu processo de letramento enternecia-me com mensagens como esta:



Minha mãe era de uma ingenuidade a toda prova. Para ela, ninguém era mau, ninguém fazia nada errado, acreditava nas pessoas em seu estado puro de grandeza. Se alguém lhe  falasse sobre um erro de um dos seus filhos, além de não acreditar,  tentava convencê-lo das qualidades que os mesmos possuíam.
Lembro-me que, de volta de uma das suas viagens a Alcobaça, estávamos, eu a algumas primas, esperando-a no aeroporto de Ilhéus. Ao descer do avião, assustou-se ao ver que muitas garotas  gritavam e corriam em direção a um rapaz que, ao seu lado, estava chegando ao saguão da sala de desembarque.  Fomos ao seu encontro, e ela  logo quis saber o motivo da confusão Não seria aquela uma abordagem violenta injustamente dirigida ao seu companheiro de vôo?
-Um moço tão simpático, sentou ao meu lado e conversamos muito, perguntei-lhe se conhecia meus sobrinhos que moram em Salvador, pois ele está indo para lá.
Não acreditei! Minhas primas davam risadas. Daríamos tudo para estar no seu lugar. O moço bonito e simpático que sentara ao seu lado era nada mais nada menos que nosso ídolo da Jovem Guarda, Jerry Adriani.
No dia da minha viagem para Salvador, na véspera do vestibular, foi uma chantagem só:

-É isso mesmo, a gente cria os filhos e no final fica sozinha. Minha única filha mulher que mora comigo, vai me deixar.
 Chorou bastante, tentei convencê-la de que não iria abandoná-la nunca. Meu primeiro dia das mães longe dela, mandei-lhe este cartão. O primeiro de muitos daí por diante:



Mesmo não estando morando com ela, continuei sendo sua cuidadora, sua procuradora, sua amiga. Víamos-nos quatro vezes no ano, e muitas vezes ela passava férias aqui em casa. Corri para junto dela quando faleceu o seu filho caçula, em 1977. Sofremos juntas mais uma vez. Trouxe-a para ficar alguns tempos comigo. Tanto meu pai quanto minha mãe não gostavam de sair. Achavam que só eles poderiam cuidar da casa, do pomar, das galinhas do jardim.
O destino ainda lhe reservava algumas peças: foi operada, em Feira de Santana, da tireoide. Devido à complicação da cirurgia, teve que ser reoperada com menos de vinte e quatro horas. Recuperou-se aqui em casa.Em um mil novecentos e noventa, vivencia a  tragédia acontecida com um filho que, após tomar uma pancada na cabeça, é operado e fica em coma por quinze dias e quase quatro meses de reabilitação em minha casa. Recuperou-se quase que totalmente, restando-lhe poucas sequelas.
Concedeu-nos o Senhor a dádiva de comemorarmos os seus noventa e um anos. Um almoço para toda a família, amigos mais chegados e os seus companheiros e companheiras da Igreja Batista onde congregava. Repito aqui o que, naquele momento, eu disse para ela.
-“Mãe, você é a minha alegria, minha amiga mais próxima, meu exemplo de humildade, de fé e de força. A sua presença me embala como canção de ninar. Os seus cabelos brancos são, para mim, como lãs que afofam a minha alma. Os seus ensinamentos fizeram-me melhor porque você mostrou com as suas atitudes que o importante é SER e não apenas TER. Ensinou-me a enxergar o mundo para além do que os meus olhos veem. Então, mãe, você é e será sempre a mais bendita das mulheres. Você é e sempre será: eterna”.





 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Festival da Juventude: Começa a 2ª edição

Festival da Juventude: Começa a 2ª edição

Cerca de quatro mil pessoas de lotaram o no Centro de Convenções Divaldo Franco para a abertura da segunda edição do Festival da Juventude de Vitória da Conquista, na tarde dessa sexta-feira (10). Vindos de várias cidades, eles já entraram no clima do evento que reúne música, entretenimento e discussões sobre temas importantes, em ambientes e linguagens diversificados.  A apresentação do Grupo Lítera, que homenageou o palestrante e presenteou o público com duas conhecidas canções do compositor conquistense Elomar Figueira, despertou aplausos efusivos no público. Com as músicas, mescladas a poemas do paraibano, o Auto da Catingueira e o Auto da Compadecida se encontraram como dois compadres que compartilham de semelhante história. A cantoria do poeta popular Onildo Barbosa, logo em seguida, deixou evidente a graça e o poder de renovação da cultura nordestina que encanta diversas gerações. O repentista, meio paraibano, meio baiano, anunciou a tão esperada Aula Espetáculo do escritor paraibano Ariano Suassuna. Autor de vários livros, Suassuna é considerado um dos maiores escritores da literatura brasileira e hoje é o sexto ocupante da cadeira número 32 da Academia Brasileira de Letras, eleito em 3 de agosto de 1989.  Além do prefeito Guilherme Menezes e do coordenador municipal de Juventude, Rudival Maturano, o evento contou com as presenças dos deputados Waldenor Pereira (Federal), Zé Raimundo Fontes (Estadual), Jean Fabrício Falcão (Estadual) e Marcelino Galo (Estadual), vereadores conquistenses e diversas autoridades locais, estaduais e nacionais. Confira aqui a programação que segue até domingo (12).

fonte: Blog do Anderson 
 
Festival da Juventude 2a. Edição via Onildo Barbosa

 

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Agência da Caixa Econômica Federal é inaugurada em Iguaí - Bahia

A CEF começará a atender a população na segunda-feira (03/12), das 9h às 14h, com um quadro de 7 funcionários.
Muitas pessoas estiveram presentes à inauguração da CEF em Iguaí
A Caixa Econômica Federal inaugurou hoje, 29, mais uma agência na região sudoeste da Bahia. Depois de abrir as postas em Itambé na semana passada, agora foi à vez do município de Iguaí. A cerimônia foi realizada na sede do banco, na Rua Castro Alves nº 33, centro.
Estiveram no evento o Superintendente Regional do Sudoeste da Bahia, José Ronaldo Cunha; Gerente Regional da Caixa, José Bonfim Bittencourt; Presidente da Câmara de Vereadores de Iguaí, Ranulfo José Moreira e o Prefeito de Iguaí, Ronaldo Moitinho do Santos; além dos empresários do município e o vice-prefeito eleito de Nova Canaã, Rubem Maia.
A CEF fica na Rua Castro Alves em Iguaí - Bahia

Muitos iguaienses estavam Presentes à solenidae como o atual prefeito Ronaldo Moitinho, Mario Freitas, José Anailton, Darcy Ruas, Valdecy Lima e muitos outros
A CEF começará a atender a população na segunda-feira (03/12), das 9h às 14h, com um quadro de 7 funcionários. O gerente da agência em Iguaí, Jeremias Vieira Lopes, falou da importância do banco na região, pois o desenvolvimento será maior com os serviços que a Caixa Econômica Federal oferece.
Como banco de varejo, aberto ao público em geral, a Caixa oferece modernos recursos e produtos aos seus clientes.Seus correntistas têm acesso a contas, seguros, previdência, fundos de investimento, créditos e empréstimos, cartões de crédito e outros serviços típicos de um banco de varejo. Os clientes podem ainda controlar suas contas através de celular, pdas, e internet.

Fonte: Blog do Marcelo, Sudoeste Aqui e Iguaimix

sábado, 24 de novembro de 2012

Caixa Econômica Federal chega em Itambé e Iguaí

Caixa Econômica Federal chega em Itambé e Iguaí

As cidades de Itambé e Iguaí terão ainda neste mês os serviços da Caixa Econômica Federal. Em Iguaí a inauguração da Caixa está marcada para quinta-feira (29). O evento será na sede do banco, na Rua Castro Alves, no centro da cidade. Já em Itambé a cerimônia de inauguração foi realizada na última quinta-feira (22), na Av. Paulo Achy, no centro da cidade.
Foto: Tiago Botino
Participaram do evento o prefeito de Itambé, Moacir Andrade (PMDB), o prefeito eleito nas últimas eleições, Ivan Fernandes (PSD), além do superintendente regional da CAIXA, José Ronaldo Cunha Maia e do gerente geral da nova unidade, Damácio Trindade Damasceno.

Homem mata a tiros o prefeito e a primeira-dama da cidade de Jussiape

Homem mata a tiros o prefeito e a primeira-dama da cidade de Jussiape

O município de Jussiape, que fica a 760 km de Salvador, na parte meridional da Chapada Diamantina, na Bahia, foi sacudido na manhã deste sábado (24/11), pelos assassinatos a tiros do prefeito Procópio Alencar, de sua mulher, conhecida como Dona Jandira, e de um gerente da Embasa, Oderlange Pereira.
Foto: Mural de Notícias
Um homem entrou no consultório médico onde o prefeito eleito trababalhava, ao lado da casa onde mora, e atirou na cabeça de Procópio Alencar. Dona Jandira foi alvejada na porta de casa, no momento em que chegava da feira.
O gerente da Embasa estava na casa do prefeito e também foi atingido. Ele recebeu socorro de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu .
Policiais da 20ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin) , auxiliados por agentes Polícia Civil de Brumado e de Livramento, e por policiais da 46ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) localizaram o atirador.
Houve troca e tiros. Um policial ficou ferido na perna e outro morreu. O autor do atentado também foi morto. Procópio Alencar era o atual prefeito de Jussape e havia sido reeleito com 58% dos votos.

|Por Tribuna da Bahia


http://br.dir.groups.yahoo.com/group/iguai/message/14397

domingo, 11 de novembro de 2012

Convite - Lançamento do Livro Rios de Memórias da Escritora baiana Ana Angélica Matos Rocha

Tarde de Autógrafos

     Será Lançado, na próxima quarta feira, 14 Nov 2012, a partir das 17:30 h , na Livraria Saraiva do Shopping Salvador, o Livro Rios de Memórias da Escritora baiana Ana Angélica Matos Rocha.
A autora que nasceu em Iguaí, é professora e possui especialização em diversas áreas da educação. 
Também é membro da Academia de Educação de Feira de Santana.  
     
O livro retrata as andanças e aventuras de uma menina adolescente criada às margens dos Rios Preto e Gongogi na cidade de Iguaí-Bahia.


  
                                                              

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Ministros debatem validade de leis aprovadas com compra de votos

Leis aprovadas com compra de votos deverão ser revogadas como é caso da Reforma da Previdência que prejudicou milhares de brasileiros e beneficiou apenas os mensaleiros agora condenados pelo Supremo! 
Ministros debatem validade de leis aprovadas com compra de votos como é o caso da Reforma da Previdência
O ministro Celso de Mello do STF (Supremo Tribunal Federal) afirmou em suas considerações de votos que os atos parlamentares contaminados pela corrupção do Mensalão são passíveis de anulação.
Servidores federais lançarão campanha pela anulação da reforma da previdência aprovada sob compra de votos 
 http://www.qualicidade.org.br/noticas/ministros-debatem-validade-de-leis-aprovadas-com-compra-de-votos/

Os 10 tipos de alimentos mais prejudiciais à saúde

                        O que não mata, engorda, diziam nossas mães. Ou nós mesmos, quando queremos comer o salgadinho que caiu no chão. O problema é que algumas coisas não só engordam (e muito), como também podem matar aos poucos.
Mas não precisa ficar desesperado. Isso que não quer dizer que não podemos mais comer aquela porção de batata frita ou aquele docinho na sobremesa.  “Nada é proibido, mas esses alimentos devem ser consumidos com menor frequência. Uma medida razoável é incluir um deles no cardápio uma vez por semana. Mas só um deles. Comer cachorro-quente com batata frita, por exemplo, nunca”, explica Flavia Morais, coordenadora do departamento de nutrição da rede de produtos naturais Mundo Verde. A dica dela é olhar o rótulo do produto para checar seus ingredientes. E fique atento: o primeiro item da lista de ingredientes, geralmente, é o que está presente em maior quantidade na comida. Portanto, se açúcar ou gordura estiverem no topo da lista na embalagem, talvez seja melhor procurar uma opção mais saudável.
Com a ajuda de nutricionistas, listamos os 10 tipos de alimentos mais prejudiciais à saúde.  Cuidado com eles!

1- Refeições prontas congeladas

Você chega em casa morrendo de fome e está cansado demais para cozinhar algo. Então, olha para o microondas, lembra-se da lasanha congelada que tem no freezer e bendiz essa tecnologia linda que facilita a sua vida. Mas é bom não se empolgar tanto. Esse tipo de alimento semi-pronto é rico em gordura saturada, que faz subir os níveis do colesterol ruim e aumenta o risco de desenvolver doenças cardiovasculares.  “Tais refeições também são ricas em sódio que, em excesso, pode ocasionar aumento da pressão arterial”, afirma a nutricionista Thais Souza. Resolveu trocar pela pizza? Não adianta. O risco é, basicamente, o mesmo.

2- Embutidos (salsicha, linguiça, mortadela, presunto, salame)


Calma, vinho pode. 
Ok, você não é adepto dos congelados, mas adora um lanchinho de mortadela. Ou um cachorro-quente. Sentimos informar, mas você não está em uma situação melhor, não.   “Esses alimentos à base de carne, conhecidos como embutidos, foram inventados para facilitar as preparações e aumentar o prazo de validade do alimento. O problema é que eles possuem maior teor de gordura saturada em relação à carne natural”, explica Thais Souza. Esse tipo de gordura, encontrado principalmente em produtos de origem animal,  traz riscos à saúde quando ingerido em excesso, pois estimula o aumento dos níveis de colesterol e o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Os embutidos também contêm excesso de sódio  – o que pode provocar pressão alta – e corantes – que podem causar alergias e problemas no estômago. Por fim, ainda há ali muitos conservantes, como o nitrito e o nitrato. No nosso organismo, eles são convertidos em substâncias potencialmente cancerígenas.

3- Caldos e temperos industrializados

Decidiu cozinhar? Bom para você. Mas vai aqui outra dica: faça seu próprio tempero e esqueça os industrializados. Eles possuem altos teores de sódio e glutamato monossódico. O sódio, se consumido além dos limites diários recomendados, pode levar ao desenvolvimento da hipertensão ou piorar o problema se ele já existe. O problema do glutamato é ainda pior: estudos têm mostrado que o nosso organismo o utiliza como um transmissor de impulsos nervosos no cérebro e seu consumo tem sido associado com dificuldades de aprendizado, Mal de Alzheimer, Parkinson e câncer.

4- Biscoito recheado

Essas pequenas tentações com recheio de chocolate, morango ou o que for são inseparáveis de tardes ociosas na frente da televisão assistindo a algum filme sobre uma galera do barulho aprontando altas confusões. “Carregadas com açúcares, essas pequenas guloseimas possuem densidade energética assustadora”, diz o nutricionista Rafael Moreira Claro, Pesquisador do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da USP. Além do excesso de açúcar, os biscoitos recheados ainda contêm muita gordura saturada, o que favorece o aumento do LDL (o “colesterol ruim”) e a diminuição do HDL, considerado o “colesterol bom”. O desequilíbrio nas taxas de colesterol é fator de risco para o surgimento de doenças cardiovasculares graves. E, para completar, os aditivos usados para dar cor a essas bolachas também são prejudiciais à saúde e estão associados à hiperatividade e déficit de atenção.

5- Salgadinhos

É isso mesmo. Outra delícia perigosa que adoramos consumir em momentos de ócio. Os salgadinhos também são fontes de glutamato monossódico, aquele  sal sódico que cria um sabor mais encorpado ao produto. Mas você já viu lá no item 3 do que esse composto é capaz.

6- Refrigerante

“Além de possuir muitas substâncias artificiais em sua composição, o refrigerante contém valor nutricional quase nulo”, afirma Thais. As variações cola, em especial, têm uma grande quantidade de fosfatos, que em excesso provocam a liberação do cálcio e o consequente enfraquecimento dos ossos, facilitando a incidência de doenças como a osteoporose. “Além de ser rica em açúcar, a bebida tem a capacidade de enganar os sistemas orgânicos relacionados ao controle das calorias ingeridas, apresentando íntima relação com o ganho excessivo de peso e a obesidade”, acrescenta Rafael Claro.
E, a menos que você seja diabético, não adianta tentar os diet – eles são ainda piores! “Refrigerantes contêm muitas substâncias químicas, mas pelo menos são feitos com açúcar, que é algo que o corpo reconhece e pode digerir. Já os refrigerantes diet, além de todas essas substâncias, ainda contêm aspartame como adoçante. Sua metabolização gera metanol, substância tóxica para os neurônios que, em excesso, provoca degeneração neural e está relacionada a doenças como mal de Alzheimer”, explica Flavia Morais.
7- Frituras
Mesmo que você use óleo vegetal de boa qualidade para fritar suas batatas ou bife, comer alimentos fritos faz mal. A fritura faz com que ocorram alterações químicas no óleo utilizado, deixando de ser uma fonte de gordura insaturada (no caso dos óleos vegetais), fundamental para nossa saúde, e dando lugar à gordura saturada, que em excesso pode causar diversas doenças. Esse processo pode também promover a formação da gordura trans, que está diretamente relacionada ao aumento de doenças cardiovasculares e à piora do quadro de saúde de uma maneira geral. Além disso, o calor extremo estraga a estrutura química da molécula de gordura, produzindo uma substância potencialmente cancerígena chamada acroleína.
8- Churrasco
Ok, fritar é ruim. Mas tome cuidado quando decidir fazer um churrasco também. Nesse caso, o problema está no processo de preparação, e não com o alimento: segundo a nutricionista Thais, a fumaça do carvão libera alcatrão e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos, substâncias com alto potencial cancerígeno.
9- Margarina
De novo, o colesterol. A maior parte das margarinas é feita com óleos vegetais líquidos hidrogenados – que são gordura trans. Essas gorduras não são reconhecidas pelo organismo, que não o metaboliza. Isso provoca acumulação de gordura na região abdominal e promove o aumento dos níveis de colesterol ruim e do risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
10- Açúcar
“O açúcar, em especial o refinado, é 100% caloria, sem valor nutricional”, afirma a nutricionista Thais. Sim, ele torna a vida e os alimentos mais doces e tudo mais. Mas, quando consumido em excesso, é armazenado em nosso corpo sob a forma de triglicérides, aumentando o risco do desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Além disso, por ser calórico, pode levar à obesidade e, com ela, aumentar o risco de diabetes, hipertensão e dislipidemias.
Segundo os nutricionistas, tanto a sacarose (açúcar de mesa) quanto os açúcares de uso industrial estão relacionados à má qualidade da saúde. Então, já viu: nada de adoçar demais o cafezinho.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Demissões em massa nas prefeituras de Ibicuí, Iguaí e Nova Canaã cujos prefeitos não se reelegeram ou não fizeram sucessores

Demissões em massa nas prefeituras de Ibicuí, Iguaí e Nova Canaã
Claudio Dourado - Ibicuí
O dia 7 de outubro de 2012 foi marcado pela ida da população de todo Brasil as urnas para escolher os representantes municipais dos próximos quatro anos. Em Ibicuí, Iguaí e Nova Canaã, os atuais representantes do executivo não conseguiram manter a hegemonia. No município Ibicuí, o candidato Marcos Galvão (PT), apoiado pelo atual prefeito Claudio Dourado, perdeu para o candidato do PDT, Cornélio. Já em Iguaí, o atual prefeito Rony Moitinho, não conseguiu se reeleger, foi derrotado pelo candidato do DEM, Murilo Veiga. Em Nova Canaã, o prefeito Marival Fraga apoiou a candidata do PT, Eliana Matos, que foi derrotada por Raquel (PSB).
Rony Moitinho - Iguaí
Com a perda, os prefeitos anunciaram um corte de despesas surpreendente, demitiram uma grande fatia do funcionalismo público, mantendo apenas os serviços essenciais. O que deixou a população ainda mais surpresa foi a publicação desses decretos de exoneração, que estão na data de 28 de setembro, dias antes das eleições.
Marival Fraga - Nova Canaã
Caudio Dourado e Rony Moitinho vivem dias tensos. Dourado teve as suas contas rejeitadas, na sexta (19), pelo Tribunal de Contas dos Municípios, que já encaminhou a questão ao Ministério Público. Rony Moitinho vem atrasando constantemente os salários dos servidores da saúde e da administração, que já ameaçaram paralisar as atividades.

Fonte:  Sudoesteaqui.com/